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domingo, 24 de agosto de 2014

Beijo Nordestino

















De Remanso a Juazeiro
Desci até Propriá
Aquele beijo nordestino
Você me deu sem me tocar
Rio acima fui seguindo
Xique-Xique, Morpará
Em Barra do Velho Chico
Ribeirinho a pelejar
Eh, a, eh, a, eh, a, eh, eh, eh, a 
Muitas canoas furadas
Muitos sem teto e sem chão
Andando sem rumo certo
Sem chuva, sem plantação
Contudo, não só tristeza
Tem o luar no sertão
O que se tem vale muito
Dinheiro não compra não
Eh, a eh, a, eh, a eh, eh, eh, a
Tem gente que tem o peito
Mais seco que um torrão
Tão duro quanto uma pedra
Tão sujo e sem visão
Na veia não corre sangue
E nem conhece o sertão
O lamento nordestino
É para chamar atenção
Que este povo sofrido
Merece consideração
Eh, a, eh, a, eh, a, eh, eh, eh, a

(NiceVeloso)

Um comentário:

  1. A triste realidade de um povo sofrido!
    Você como sempre descrevendo tão bem a realidade dura de engolir.
    Congratulações compositora!
    Jane Di Lello.

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