Na floresta caminhar
Respirar ar puro
No verde me engajar
Subir na mais alta árvore!
Bem perto do céu ficar!
Floresta, enriquece à terra!
Alimenta as árvores do meu olhar!
Nice Veloso.
Na floresta caminhar
Respirar ar puro
No verde me engajar
Subir na mais alta árvore!
Bem perto do céu ficar!
Floresta, enriquece à terra!
Alimenta as árvores do meu olhar!
Nice Veloso.
Canto o que sou.
Não o que fui, nem serei.
Com os olhos de mim
A enxergar imensidão
Metamorfoseando
Tudo que é possível;
Tocar ou sentir!
Em cada estação
Terra fértil
Relva verdejante
Das canções que brotam
No solo de mim
As estrofes dançam
O meu coração a tiquetaquear:
Os acordes nas veias
A vibrar
No agora em mim!
Rimas sem métricas
Água que flui da terra!
Do tempo sem começo
Nem fim
A desaguar poesia
Em mim
Da unicidade, pessoa e lei!
Enxergo o outro
Com expressão
Humana universal
Dividir não é abissal
É sentimento fraternal
Dos acordes que ouvi
Vindos da terra e do sol!
Componho melodias sem fim!
Que ecoam, da divindade de mim!
Nice Veloso.
É tempo de Viver
Tempo de sorrir
É tempo para refletir
O nosso amor
Com outrem dividir
Paz e muita alegria
De todo bem que se quis
É tempo de ser feliz!
Grito em viva voz
Longa vida a todos nós
Para completar este edital
Desejo a todos
Um Feliz Natal!
Nice Veloso.
Estou dançando
Na corda bamba
Meus pés, iludido
Pisando em sombra
Sombra do que fui;
Se torna imensa!
Corpo e sombra
Não vejo diferença!
Tento equilibrar;
Meu pensamento
Me seguro no nada
E no vento, para continuar!
O pé rasteja na corda;
Querendo o outro lado
Alcançar
O fim do equilibrista;
É recomeçar!
Nice Veloso.
A linda flor-amarela!
Clareia meu horizonte
De sonhos
Um mundo novo surgindo
A frieza, sumindo!
Aos enganadores
Algozes, do tempo consumido:
O sol do humanismo brilha!
No coração endurecido!
O que não é espelho:
Se auto destruindo
O invisível chocalha à terra!
As muralhas, caindo
Flores do mal se fechando!
Flores do bem se abrindo!
Sinos tocando, tinindo
Anjos do céu surgindo
Despertam o mundo
Adormecido!
Nice Veloso.
À cidade da Bahia
Triste Bahia! ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.
A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.
Oeste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.
Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!
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Créditos da foto. Texto extraído da internet. |
(Tchetchelnik, Ucrânia)
Morreu em 09 Dezembro 1977
(Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil)
Haya Pinkhasovna Lispector foi uma escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira. Quanto à sua brasilidade, Clarice declarava-se pernambucana.
♣♣ ♣♣ ♣♣
MEU DEUS, ME DÊ A CORAGEM
Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.
Olá Amantes da 5ª Arte.🐺🌹
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Cem mulheres
Não são cem dias
Nem tão pouco
Tem a vida vazia
Não são abjetos;
Seu ser é completo
Ultrapassam barreiras
Derrubam muros
De concreto.
São donas de si;
Cultivam o jardim
Transbordam por dentro
Amor sem fim!
Cem mulheres;
Tão especiais
Possuem uma luz
A ser descoberta
Na vida são flores
São poetas!
Nice Veloso.
Dias por mim vividos
Na memória, esquecidos
Janga
Entrada de Mané-Pa:
Entre Piedade e Candeias
Longas noites de agonia
A me afundar
Camarão no espeto
Talagadas de cachaça
Na praia de Maria-Farinha
Ia curar a ressaca.
Tinha tudo
Tinha nada
Hoje estas memórias
São assexuadas.
Nice Veloso.
São tantas
As partidas e chegadas
Dentro de mim
É só distância
Areia inexploradas
Do poeta trago
O cântico entre a boca!
Açoite das ondas
Mais loucas
Nas encostas
Passear no céu da tua boca!
Navegar no mar seguro
Dos teus braços
Que todo o mar para mim — fosse
O teu olhar
A fitar-me com olhos doces!
N🎼V🦋
A vida me ensina
A todo instante!
Cada pedaço do que sou
Se faz pulsante
Meu coração
Em diástole
Se faz carinhoso
Estando perto ou distante
Memórias que o vento
Açoita em mim
Se faz constante
Dos amores, amantes
Dos retalhos de mim
Reinvento-me
Nesta vida, mutante!
N🎼V🦋
Por quê em ti;
Te escondes poeta?
Onde queres ir
Com o teu viver?
Não sabes
De tudo que precisas
Está dentro do teu ser?
Caminha em te
Na réstia luminosa
Do olhar
Seja canção
Quando em outros
Corações passar!
Tua alma dance
Voe nas asas
Da espiritualidade
Repleto de luz!
Nice Veloso.
Não sei o que
Se passa meu amigo!
Se nem a minha voz
Queres ouvir!
Aqui tudo em volta
É só saudade
A lua, o fino bardo
Que cantava
Nossos versos sem pesar!
Guarde este poema
De lembrança
Enfeitado de estrelas
Noites brandas de luar!
N🎼V
Assim que o vento passava;
Açoitava a melodia
Tinia em sua mente
Feridas do dia a dia!
Repicavam na memória
Sinos do meio-dia
Às mãos hábeis do poeta
No papel transcrevia
Alegrias e tristezas
Dados em versos
De agonia
De tudo que conseguira
Jorrava toda sangria
Seus versos (repartia).
Nice Veloso
Que cai de pingo em pingo!
Regando a vida;
De um mundo
Mal habitado
Rogando ao senhor
Piedade!
Olhar enxuto
Fixo no azul do céu.
Que não sorriu
Nem choveu
Das almas acostumadas
Verdadeiros camafeus
A lua pálida inebriava
Os párias das madrugadas!
Tristes urnas, impugnadas!
Nice Veloso.
Uma parte de mim;
É sossego
A outra parte de mim
É desassossego
Uma parte de mim
Vive em paz
A outra parte de mim
O mundo puxa para trás!
Uma parte de mim
Quer chorar
A outra parte de mim
Quer sorrir
Uma parte de mim
Multidão
Outra parte de mim;
Solidão
Uma parte de mim;
É terror
Outra parte de mim
É louvor
Uma parte de mim
Luz e calor
Outra parte de mim
É puro amor!
Nice Veloso.
Meus versos rimas quebradas
Meu tudo é quase nada!
Escrevo com emoção
Nesse universo de palavras!
A poesia é enredo;
Que vem do silêncio
Da alma
Desata o nó da garganta!
Em cachoeira derrama
Sobre o papel as palavras!
Nice Veloso.
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Créditos da foto. |
Ah! Gregório!
Tens razão!
Quantas falsas
Promessas!
Quantas gentilezas vãs!
Tantas flores lindas
Decepadas
Pelas mãos
Astuta e ligeiras
De quem da vida
Não entende nada!
Oh! Bahia amada!
Do litoral do amor
Aos extremos efes
Das cidades
Desenhados nos rostos
Sem piedade!
Restam os efes dos poetas!
Do falar e do fazer!
Os anjos das catedrais
Guardiãs dos tratados!
Calarem-se… Jamais!
Nice Veloso.
De repente
Tudo ficou deserto
Sem te-lo por perto
Longe da tua companhia
Sem sentir o aroma
Da tua poesia!
Meu corpo arde em febre;
Minha alma a suspirar
No silêncio
Meu amor se faz intenso!
Nice Veloso.
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Créditos da imagem. |
Vida mais louca!
Cuida com todo amor
Com tanto carinho
Todo ano celebra
Seu envelhecimento
Constroe sonhos
O coração da gente
Transborda amor
Com um sopro de vento
Tudo acabou!
Em um buraco na terra
Transforma-se em
Alimento
Para as formigas;
Os micróbios
Sem pudor!
Entristecida
A Sui se perguntou:
A vida, onde ficou?
Desolada
Ela mesma respondeu:
No coração de quem
O amou!
Nice Veloso.
Longa estrada
Cruzando rios
Cruzando mares
Um tanto desligada
Sinto os meus pés
Fora do chão
A sobrevoar no céu
Exposta ao sol
Secando as lágrimas
De saudade
'E' as feridas
Que tenho na alma!
Nice Veloso.
Está tudo escuro
Os caminhos tortos
Cheios de pedregulhos
O mundo está perdido
Gira sem sentido
Perambulando gestos
Desiludidos
O eu no mundo endurecido;
Fenece a cor
Do vestido
Da existência
Que vestia
Os tecidos finos
Do dia a dia!
Gira o sentimento:
Do mundo
Do ser emoldurado
Na triste solidão
Dominante e dominado
Tem jeito rude de ser, nada!
O eu do homem
Iludido
O som da terra;
Oprimido!
E agora?
Troca o disco;
Da vitrola
Mudar é preciso
É chegado a hora!
Nice Veloso.
Te receber;
Com flores!
Não fosse;
O teu olhar
Tão descontente
Na flor que é
A nossa gente!
Não vê que a flor de lotos;
Nasce, com a semente?
O céu está para toda gente?
Navegaríamos
Pelo céu;
Dos diamantes
Refletindo luz
Na escuridão!
Do amor à nossa poesia;
Brotar, flores — nas mãos!
Nice Veloso.
Mudam-se os tempos!
Os ventos
Até os graves tormentos
Mudar a si
Eis o intento
Contentamento
Descontente
Mudança dos velhos;
Tempos
Resta a esperança;
Vida em bonança
Nos corações humana flor
A exalar tão puro amor!
A alma transformada
Voa mares
Percorre estradas
Verdes campos
Sonhos alados
Dias de sol
Noites, enluarada
Da consciência renovada!
N🎼V🦋
O anel de pedra preciosa
Que eu guardava
Símbolo da nossa
Amizade
Descobrir que era falso;
Minha sensatez
Não me deixou iludir
Nem meus sonhos
Perecerem
Quando o anel;
De vidro se quebrou
Não havia humanidade
Nem havia amor
Percebi:
Aquele poeta
A si, não amou!
N🎼V🦋
De aparência Impecável
Andam sempre entretelados
Outros tantos, rebotalho
Fragmentos de retalhos:
Nas burletas singulares;
Espalham sensibilidade
Sem se sentir humilhado
Anda de sol a sol!
Sabe a cartilha de cor.
Nossa essência
É o pó.
N🎼V🦋
O cântico do jatobá
Pobre dos pobres
Ver outro pobre chorar!
As lágrimas que correm;
Há tristezas para vencer
Lágrimas de fome
Deprimente de ver!
Não mais ouvirás;
O cântico do jatobá
Em terras firmes
Renascerá!
O céu azul em ti;
Pobre… Um dia…
Há de brilhar!
Nice Veloso.
O frio que passa
Na espinha
Que arrepia!
Tu não sabes;
Dos delírios
De uma flor!
Rompendo os ares;
Os vales
Encantando borboletas
Sendo estigma do beija-flor.
Tu não sentes;
O despetalar
De uma flor
Não vês? Sangrou!
São louros do puro amor!
N🎼V🦋
Quero que me cubras de luz!
Me enchas de paz!
Para que eu continue
A viagem em harmonia
Deslumbrada
Com o raiar do dia.
Encantada com o por do sol!
Ânima!
Não me deixes só
Estou a morrer…
Quanto langor!
Morrendo em meu amor!
N🎼V🦋
Pelos caminhos que ia;
Dissipava sua tristeza
Com a suave melodia
Das folhas secas que caim!
As aves que gorjeavam;
Dentro de si reluzia
A deixava deslumbrada
Seu pensamento sorria!
A natureza estendia;
O seu florido lençol
Ao norte vislumbrava
As luzes do arrebol!
Em seus braços de menina;
Lindo ninho de rouxinol
A deixava tão bonita
No espelho, gira-sol!
Levando dentro de si;
Todos os astros do céu
Cobriu o seu coração
Com um luminoso véu!
Nice Veloso.
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Créditos da imagem. |
![]() |
Créditos da foto. |
Por completo
Ela sabe que a verdadeira
Essência é só sua!
Do centro da terra
Ao mundo da lua
A bruxa é livre
Entende a força
Do amor
Ama de verdade
Sem perder
Sua identidade!
Seu coração
De condão
Tacteia no ritmo da terra
Das águas do silêncio
Ciclos que se movem
Segredos eternos!
N🎼V🦋
Mundo estranho
A melodia mais antiga
Foi roubada!
Pela mentira, egoísmo
Engano e traição
Caminhos da escuridão
Sabemos como lo cura
Preocupar menos
Pelo material
Criar raízes profundas
No amor universal!
Faz curar ideias absurdas
Equivocadas
O amor nos envolve;
Na vida desejada!
N🎼V🦋
Fez em mim
Poesia florescer
Sigo enamorada;
Colhendo flores
No vão da estrada
Não necessito de coisas;
A entrega é maior
Que tudo que existe
Depois de ter você;
Tudo perde
Ganha sentido
No olho do furacão;
Pensamentos oníricos
És poesia do meu eu-lírico!
N🎼V🦋
Dançar na lua cheia
Sentir à terra vibrar
Ver na imensidão
Do teu sorriso
A beleza do Mar
Deixar fluir toda magia
Dos segredos
Do vento da noite
Dos mistérios da lua
Viajar no teu ccorpo
A rosa-dos-ventos:
Girar
O poder do amor
Nos alcançar!
N🎼V🦋