
Não sou escrava do tempo!
Para viver martirizada!
Me afogando em lamento;
Aprisionada no dédalo do tempo!
Quero a aurora de um sorriso!
Na poesia do meu próprio riso;
Se fazer presente o romantismo!
Tem outro alcance… De sentido!
Minha visão, emoldurada!
De sonhos, amor e liberdade
Guardo no gibão do tempo!
— lá onde fica minha bagagem!
O tempo passa de repente!
Na pele, marcas do tempo!
É que hoje, o importante:
Eu, melhor que era antes!
Nice Veloso.